quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Brasil será, ano que vem, o maior produtor mundial de biodiesel

Em 2012, o Brasil deverá ultrapassar a Alemanha na produção de biodiesel, se transformando no maior produtor mundial desse tipo de combustível. A previsão é do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, que participou na tarde de hoje (9) de uma audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado.

Segundo ele, apesar de ser considerado um sucesso, o programa de biodiesel brasileiro ainda tem desafios como a descentralização da produção e a ampliação da participação da agricultura familiar como fornecedora de matéria prima. “Nosso desafio é continuar crescendo com sucesso, mas de uma forma mais bem distribuída nos estados brasileiros e com maior participação dos pequenos produtores, especialmente nas regiões mais empobrecidas”, disse à Agência Brasil, antes da audiência.

De 2008 a 2011, a venda de biodiesel cresceu de 1,1 milhão de metros cúbicos (m³) para 2,6 milhões de m³. As regiões Centro-Oeste e Sul concentram o maior número de usinas. Em 2010, cerca de 100 mil agricultores familiares faziam parte do programa de biodiesel, mas, segundo Rossetto, a produção e a renda dessas famílias ainda não são satisfatórias.

Segundo Rossetto, o crescimento do programa de biodiesel depende do aumento da quantidade de biodiesel que é misturado ao óleo diesel mineral, atualmente na proporção de 5%, além do incentivo à exportação. Ele defendeu a atualização dos incentivos fiscais e tributários para o setor, assegurando apoio às regiões de menor desenvolvimento agrícola e social.

Rosseto também falou sobre o etanol, cuja produção e consumo estão em queda. Nos próximos dias, o governo deve anunciar medidas para estimular o setor. “As medidas já estão definidas pelos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia. Imagino que até sexta-feira [11] ou segunda-feira [14] isso seja anunciado”. Além de financiamento para estocagem, também devem ser abertas linhas de crédito para estimular a renovação e expansão dos canaviais e para aproveitar a capacidade ociosa das usinas.

Fonte: Agência Brasil

Porto repassa operação de terminais ao setor privado

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Airton Vidal Maron, afirmou ontem que pretende entregar à iniciativa privada a operação dos terminais públicos de álcool e de fertilizantes. O anúncio foi feito ontem, du­­rante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Portos na Assembleia Legislativa do Paraná. Aos deputados, Maron ainda fez duras críticas à gestão dos portos no governo Roberto Requião (PMDB).

Construídos na administração do peemedebista, os dois terminais enfrentam problemas técnicos e judiciais, que vão desde sua capacidade de armazenamento até a modalidade de licitação e exploração. “Os terminais foram feitos na contramão da história, que é a administração do porto sair da operação e deixar tudo para os privados. No país inteiro é assim: a operação é privada e a administração do porto é pública. Disso não abrimos mão”, afirmou Maron.

Revelando que a Appa deve lançar o edital de licitação no início do ano que vem, o superintendente disse que a melhor solução é entregar a operação dos terminais para a iniciativa privada. “O terminal de álcool tem vícios na obra. O de fertilizantes tem capacidade para 20 mil toneladas, enquanto um navio traz 40 mil toneladas. Então não tem muita utilidade”, defendeu.

Críticas- Maron afirmou que assumiu a Appa sem a credibilidade e o relacionamento necessários com os órgãos nacionais do setor, como a Agência Nacio­­nal de Transportes Aqua­­viá­rios (Antaq) e o Ibama. “Por isso ficamos fora do programa nacional de dragagem e nem sequer temos licença ambiental para funcionar”, justificou.

Além de avaliar a gestão de Eduardo Requião, irmão de Roberto Requião, à frente da Appa como “horrível”, Maron classificou o grande volume de ações trabalhistas herdado por ele como um dos principais desafios a enfrentar. Segundo ele, são cerca de 3 mil ações, cujo valor está estimado em R$ 630 milhões. A intenção do superintendente, que move, ele próprio, duas ações trabalhistas contra a Appa, é alterar a estrutura do quadro funcional da autarquia, que hoje tem cerca de 700 trabalhadores.

Fonte: Gazeta do Povo

Governo passa a exigir exame para despachantes aduaneiros

A experiência prática não será mais o principal requisito para atuar como despachante aduaneiro. A partir de agora, os profissionais terão que realizar duas provas objetivas, a serem aplicadas pela Receita Federal, para poderem exercer a profissão. Até então, o ajudante de despachante precisava de apenas dois anos na área para se tornar um profissional.

As novas regras foram publicadas pela Aduana no Diário Oficial da União (DOU), na última terça-feira. Além do exame, ficou determinado pelo órgão que o exercício das profissões de ajudante e despachante aduaneiro somente será permitido à pessoa física inscrita, respectivamente, no Registro de Despachantes Aduaneiros e no Registro de Ajudantes de Despachantes Aduaneiros, mantidos pela Receita Federal.

O registro deverá ser requerido pelos profissionais no prazo de até um ano após o resultado do exame de qualificação técnica. Os testes vão ser aplicados anualmente sob a orientação da Coordenação - Geral de Administração Aduaneira (Coana). Os detalhes das provas serão publicados no DOU no mínimo 60 dias antes da realização dos testes.
Anovas exigências, que buscam preparar melhor os despachantes, foram destacadas na tarde desta quarta no primeiro dia da 42 a assembleia da Associação Internacional de Agentes Profissionais de Aduana (Asapra 2011). O evento acontece até esta sexta no Parque Balneário Hotel, na Avenida Ana Costa, nº 555, em Santos.

Durante a sua apresentação, o subsecretário de Aduanas e de Relações Internacionais da Receita Federal do Brasil, Ernani Argolo Filho, abordou a necessidade de desenvolvimento e qualificação do profissional aduaneiro, incluindo os despachantes. Para o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e região - entidade responsável pela organização da assembleia - Claudio de BarrosNogueira, os novos requisitos foram uma importante conquista. Segundo ele, as mudanças sempre fizeram parte das bandeiras de luta da entidade. “Vamos garantir trabalhadores mais qualificados”, disse.

Fonte: A Tribuna

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

IMPORTÂNCIA DE SISTEMAS DE TRANSPORTES NA ECONOMIA

Basta comparar as economias de uma nação desenvolvida e de outra em desenvolvimento para enxergar o papel do transporte na criação de alto nível de atividade na economia. Nações em desenvolvimento têm, normalmente, produção e consumo ocorrendo no mesmo lugar, com boa parte da força de trabalho engajada na produção agrícola e porcentagem menor da população vivendo em áreas urbanas. À medida que  serviços de transporte mais baratos vão-se disponibilizando, a estrutura econômica começa assemelhar-se à de uma economia desenvolvida: grandes cidades resultam a partir de migração para os centros urbanos, regiões geográficas limitam-se a produzir um leque menor de itens e o nível de vida médico começa a elevar-se. Especificamente melhor sistema de transporte contribui para:
1°Aumentar a competição no mercado;
2°Garantir a economia de escala na produção;
3° reduzir preços das mercadorias.

Fonte de estudo (Ballow)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Importância da Atividade Exportadora - Por que exportar?

Dentre as vantagens que a atividade exportadora oferece às empresas, podem ser assinaladas as seguintes:

maior produtividade - exportar implica aumento da escala de produção, que pode ser obtida
pela utilização da capacidade ociosa da empresa e/ou pelo aperfeiçoamento dos seus processos produtivos; a empresa poderá, assim, diminuir o custo de seus produtos tornando-os mais competitivos, e aumentar sua margem de lucro;
diminuição da carga tributária - a empresa pode compensar o recolhimento dos impostos internos, via exportação;

a) os produtos exportados não sofrem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados ( IPI );
b) o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco incide sobre operações de exportação de produtos industrializados, produtos semi-elaborados, produtos primários ou prestação de serviços;
c) na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), são excluidas as receitas decorrentes da exportação;
d) as receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) ; e
e) o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero.
redução da dependência das vendas internas - a diversificação de mercados ( interno e externo ) proporciona à empresa maior segurança contra as oscilações dos níveis da demanda interna;
aumento da capacidade inovadora - as empresas exportadoras tendem a ser mais inovadoras que as não-exportadoras; costumam utilizar número maior de novos processos de fabricação; adotam programas de qualidade e desenvolvem novos produtos com maior frequencia;
aperfeiçoamento de recursos humanos - as empresas que exportam se destacam na área de recursos humanos: costumam oferecer melhores salários e oportunidade de treinamento a seus funcionários;
aperfeiçoamento dos processos industriais - ( melhoria na qualidade e apresentação do produto, por exemplo) e comerciais ( elaboração de contratos mais precisos, novos processos gerenciais, etc ) - a empresa adquire novas condições de competição interna e externa;
imagem da empresa - o caráter de "empresa exportadora" é uma referência importante, nos contatos da empresa, no Brasil e no exterior; a imagem da empresa fica associada a mercados externos, em geral mais exigentes, com reflexos positivos para seus clientes e fornecedores.
Em resumo, a exportação assume grande relevância para a empresa, pois é o caminho mais eficaz para garantir o seu próprio futuro em um ambiente globalizado cada vez mais
competitivo, que exige das empresas brasileiras plena capacitação para enfrentar a concorrência estrangeira, tanto no Brasil como no exterior.
Para o Brasil, atividade exportadora tem também importância estratégica, pois contribui para a geração de renda e emprego, para a entrada das divisas necessárias ao equilíbrio das contas externas e para a promoção do desenvolvimento econômico.





A Internacionalização da Empresa - consiste em sua participação ativa nos mercados externos. Com a eliminação das barreiras que protegiam no passado a indústria nacional, a internacionalização é o caminho natural para que as empresas brasileiras se mantenham competitivas. Se as empresas brasileiras se dedicarem exclusivamente a produzir para o mercado interno, sofrerão a concorrência das empresas estrangeiras dentro do próprio País. Por conseguinte, para manter a sua participação no mercado interno, deverão modernizar-se e tornar-se competitivas em escala internacional. A atividade exportadora, contudo, não é isenta de dificuldades, inclusive porque o mercado externo é formado por países com idiomas, hábitos, culturas e leis muito diversos, dificuldades essas que devem ser consideradas pelas empresas que se preparam para exportar.
As empresas podem participar do mercado internacional de modo ativo e permanente, ou de maneira eventual. Em geral, o êxito e o bom desempenho na atividade exportadora são obtidos pelas empresas que se inseriram na atividade exportadora como resultado de um
planejamento estratégico, direcionado para os mercados externos.

Etapas da internacionalização da empresa - As empresas podem ser classificadas segundo as seguintes categorias, as quais revelam as etapas do caminho a ser percorrido
até se transformarem em exportadoras ativas:
não interessada :- mesmo que eventualmente ocorram manifestações de interesse por parte de clientes estabelecidos no exterior, a empresa prefere vender exclusivamente no mercado interno;
parcialmente interessada:- a empresa atende aos pedidos recebidos de clientes estabelecidos no exterior, mas não estabelece um plano consistente de exportação;
exportadora experimental:- a empresa vende apenas aos países vizinhos, pois os considera praticamente uma extensão do mercado interno, em razão da similaridade dos
hábitos e preferências dos consumidores, bem como das normas técnicas adotadas;
exportadora ativa :- a empresa modifica e adapta os seus produtos para atender aos mercados no exterior - a atividade exportadora passa a fazer parte da estratégia, dos planos e do orçamento da empresa.
Reflexão sobre o assunto: Por Maicon Oliveira

Estar preparado para encarar novos desafios e evoluir o crescimento de uma empresa, exige determinação, ousadia e planejamento. Exportar seus produtos é uma forma inteligente de expandir o crescimento de sua organização, fortalecendo a marca, vencendo a concorrência e abrindo novos mercados internacionais.