terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Brasil precisa de R$ 500 bilhões para cobrir atual déficit de infraestrutura

Em seus encontros fechados com empresários e grupos de investidores para expor os projetos de infraestrutura do governo, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, que faz parte do grupo de técnicos de confiança da presidente Dilma Rousseff, tem deixado as plateias impressionadas com um número colossal: os próximos cinco anos vão exigir de R$ 500 bilhões a R$ 600 bilhões para cobrir o déficit de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Tanto na exposição de Figueiredo na Confederação Nacional da Indústria quanto na Fiesp, ambas realizadas na semana passada, os representantes do setor privado deixaram claro que estão dispostos a participar das concessões e arrendamentos, mas disseram que não têm como cacifar investimentos tão vultosos. Afirmaram em coro que um investimento desse nível só será possível com o apoio do BNDES. Figueiredo concordou com a presença do banco estatal, mas explicou que o governo não pretende jogar todo o peso da conta nas costas do da instituição pública de fomento.

Alguns dos empresários presentes ao encontro em Brasília e em São Paulo argumentaram que, sem o BNDES, o setor privado não assumirá sozinho o encargo pelos projetos. E lembraram que os grandes bancos privados brasileiros não se dispõem a financiar obras de infraestrutura com longo prazo de maturação.

Também disseram a Figueiredo que o retorno com tarifas e pedágios não é suficiente para cobrir custos de grandes projetos de rodovias e ferrovias, por exemplo. O presidente da EPL ouviu atentamente as ponderações, reafirmou que o déficit de infraestrutura do país hoje está em torno de R$ 500 bilhões, mas insistiu que não se pode esperar que o BNDES assuma todos esses riscos. O investimento é grande demais até mesmo para o banco de desenvolvimento, cujo desembolso anual nos anos recentes girou em torno de R$ 100 bilhões.

Figueiredo anunciou que aproveitará o road show dos projetos de infraestrutura que será feito em março em Nova York para visitar Washington, onde tentará convencer o Banco Mundial (Bird) a financiar parte do pacote de infraestrutura. E confirmou que o governo decidiu tornar mais atraentes as condições dos editais de privatização. A taxa de retorno dos projetos de rodovias e ferrovias passará de 5% para 15% e o prazo das concessões e arrendamentos será ampliada de 30 para 35 anos. Com isso, o governo espera tornar o negócio mais seguro e lucrativo.

Diante da cifra recorde de R$ 500 bilhões, a presidente Dilma Rousseff ainda vai decidir se anuncia o pacote de uma tacada só em maio ou o faz de maneira fatiada em quatro blocos, com apresentação em maio, junho, julho e agosto. Todos os editais serão publicados este ano. Uma decisão, porém, já foi tomada: Dilma reativou o Conselho Nacional de Infraestrutura de Transportes (Conit), que terá seis membros do governo, seis do setor privado e seis representantes de trabalhadores. O Conit também será presidido por Bernardo Figueiredo.

Fonte: Brasil Econômico

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Exportação via intermediários mais que dobra em seis anos


As exportações via trade companies (TCs) subiram 110,5% de janeiro a agosto entre 2006 e 2012. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas via empresas especializadas passaram de US$ 7.763 milhões em 2006 para US$ 16.344 milhões neste ano. No mesmo intervalo, as exportações brasileiras globais aumentaram 81,7%, implicando ganho de participação das TCs no total das vendas, de 8,8% para 10,2%.

Tendo como base o mesmo período de comparação as compras via TCs ficaram abaixo do nível das suas exportações. As importações dessas empresas cresceram 176,2%, saltando de US$ 1.202 milhões para US$ 3.320 milhões, o que fez elevar sua participação de 2,1% para 2,3% do total importado pelo Brasil.

Especialistas consultadas pelo DCI acreditam que o crescimento da participação das trade companies no comércio exterior brasileiro é justificado pelas vantagens competitivas que essas empresas possuem. Segundo a professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cristina Helena, essas companhias vendem conjuntamente no exterior, negociando diretamente de empresa para empresa.

A professora explica: "por exemplo, se alguém quer comprar calçados brasileiros, ao invés de vir até aqui [Brasil], que é uma operação muito custosa, essa empresa que quer importar entra em contato com uma TC. É uma facilitadora de negócios". Segundo ela, esse aumento da participação nos últimos anos é explicada exatamente por essas vantagens. "É uma tendência no comércio, os números mostram isso", completou Cristina.

Para, Lilia Miranda, Diretora - Executiva da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece), "quando houve a criação das trades o objetivo era que elas facilitassem a comercialização no exterior para empresas que não tinham estrutura para isso, elas são importantes na negociação de produtos, na abertura de mercado e na questão da logística". A especialista completa dizendo que a pauta de exportações desse tipo de empresas tem crescido principalmente nos países asiáticos e árabes o demonstra sua função na busca de potenciais mercados.

2012
De janeiro a agosto deste ano as exportações das empresas especializadas apresentaram em sua pauta a predominância de produtos básicos, que responderam por 85% do valor exportado. No conjunto dos produtos industrializados, os bens manufaturados representaram 10% da pauta e os semimanufaturados, 5%. As exportações chegaram ao total de US$ 16,3 bilhões.

Segundo a professora da ESPM, a comercialização de commodities via trade companies também é proveitosa, pois "em geral é difícil encontrar esse produto com preço diferenciado mas você tem a vantagem de arbitrar o preço ao longo do tempo no mercado. Se o preço não está muito favorável, a empresa especializada tem a capacidade de comprar o produto, estocar e vender por um preço melhor no futuro".

Plano Brasil Maior
Ontem, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Medida Provisória n. 563/12, convertida na Lei n. 12.715/12, que diminui, de 70% para 50% a percentagem das exportações na receita bruta para que uma empresa seja considerada 'preponderantemente exportadora' e possa adquirir insumos nacionais ou importados com suspensão de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As medidas fazem parte do Plano Brasil Maior.
Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel "com essa medida, o capital de giro das empresas é liberado do recolhimento de impostos, o que abre espaço para o exportador investir mais", disse.

Fonte: DCI

COMTRIN se reunirá para tratar temas da próxima reunião da SGT-5 - Mercosul




A COMTRIN - Comissão Permanente de Transporte Internacional da NTC&Logística, coordenada por Ademir Pozzani, se reunirá no dia 25 de setembro, na sede da NTC, em São Paulo, a partir das 09h30.

Entre os temas previstos na pauta está: sugestão de assuntos para a reunião preparatória da Comissão Segurança Viária – SGT-5 – Transportes – MERCOSUL; cobrança de multas por autoridades Argentinas; fiscalização do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas; seguros; relatos das últimas reuniões do CT2 e ANTT, entre outros assuntos.

Fonte: NTC&Logística

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DHL Express é reconhecida internacionalmente e recebe o ISO 9001:2008

DHL Express, líder mundial em logística expressa, acaba de receber a certificação de gestão de qualidade da ISO, International Standards Organization, para toda a sua rede de logística que contempla centros de serviços, gateways e Hubs, bem como filiais e grupos de apoio em 59 países localizados no continente americano.

A ISO 9001:2008 é a certificação mais utilizada no mundo e reconhece o padrão de qualidade do sistema de gestão. Além disso, reconhece os requisitos regulamentares, processos estabelecidos para monitoramento de serviços consistentes, melhorias de desempenho e satisfação do público final.

Esta não é a primeira vez que a companhia recebe este reconhecimento. Em julho de 2010, a DHL Express recebeu a certificação ISO para todos os 31 países europeus, enquanto as instalações dos EUA foram reconhecidas em dezembro de 2010. De acordo com Joakim Thrane, CEO da DHL Express Brasil, “a certificação ISO é o reconhecimento do excelente trabalho das equipes DHL Express aqui nas Américas e em todo o mundo pois nosso time oferece qualidade insuperável para a nossa base global de clientes. A companhia orgulha-se da qualidade dos serviços, da força de trabalho e atendimento ao cliente."

Para melhor qualidade dos serviços de suporte e satisfação do cliente, a DHL implementou recentemente o “First Choice”. Trata-se de um programa interno que inclui treinamentos e oficinas destinadas para satisfazer ainda mais os clientes da companhia. Como parte da First Choice, todos os funcionários da DHL Express recebem treinamento intensivo no transporte marítimo internacional e requisitos associados, o que lhes concede a certificação como especialistas internacionais, uma distinção da indústria exclusiva para DHL.

Fonte: NTC&Logística, com informações da assessoria de imprensa da DHL

quinta-feira, 29 de março de 2012

Soja e petróleo seguram exportações no mês

As commodities devem apresentar redução na participação do saldo das exportações deste mês. Essa queda só não é maior porque a soja, principal item do setor agrícola, está com desempenho bem acima do dos anos anteriores.

O bom desempenho da soja é acompanhado também pelo petróleo, outro item de peso nas receitas totais da balança. Já o minério de ferro, item de maior receita, tem queda de 11% em relação ao comportamento de março do ano passado.

Após uma supersafra de soja em 2011, o Brasil acelerou as exportações dos estoques finais do ano passado em janeiro, quando as vendas externas superaram 1 milhão de toneladas.

As vendas da nova safra já começaram e as receitas médias diárias subiram para US$ 120 milhões neste mês, 23% acima das de 2011. A oleaginosa deve garantir boas receitas na balança neste semestre. Os preços externos continuam próximos de US$ 14 por bushel.

Já o café mantém tendência de queda e as receitas deste mês recuaram para a média diária de US$ 33,4 milhões, 19% abaixo das de igual mês de 2011.

A queda no café se deve ao recuo dos preços externos, provocados principalmente pela saída dos fundos de investimento desse produto na Bolsa de Nova York.

Nos próximos meses, o país inicia uma das maiores safras de café a serem colhidas. Algumas estimativas indicam 55 milhões de sacas, mas os preços podem não estar aquecidos como em 2011.

O setor de carnes também não vai bem neste ano. As receitas diárias com as exportações se recuperaram em relação a fevereiro, com alta de 7%, mas ainda são inferiores aos US$ 63 milhões de 2011.

O açúcar também vem perdendo receitas, devido à queda nos preços. As exportações médias diárias caíram para US$ 27 milhões, 33% menos do que no ano anterior.

O setor de fumo é um dos que também seguram as exportações, com aumento de 43% nas receitas deste ano.

Transgênicos A área de soja cultivada com semente transgênica subiu para 21,3 milhões de hectares na safra 2001/12, segundo estimativas da Safras & Mercados.

Acima Essa área supera em 15% a da safra anterior e atinge 85% de toda a produção da oleaginosa.

Líder Mato Grosso, o principal produtor nacional, teve 5,43 milhões de hectares de soja cultivados com sementes transgênicas (78% da área). As maiores concentrações estão na região Sul: Rio Grande do Sul, com 99%, e Paraná, com 89%.

Valor Básico O valor de produção do milho atingiu US$ 76,5 bilhões no ano passado nos Estados Unidos, 18% mais do que em 2010, segundo dados apurados pelo Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).

Soja Já o valor de produção da oleaginosa recuou para US$ 35,8 bilhões, com queda de 5% em relação aos valores de 2010.

Permanente O comércio bilateral entre China e África cresce. A China representa 17% das importações africanas, enquanto os africanos participam com 3,8% das compras chinesas.

Commodities A avaliação é do Standard Bank, que diz que a demanda de commodities pela China é duradoura. Já demanda africana por infraestrutura é cativa.

Fonte: Folha de S. Paulo

Primeiros caminhões feitos em Juiz de Fora são entregues a clientes


A Mercedes-Benz apresentou ontem a fábrica de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, agora dedicada à produção de caminhões. A unidade, projetada para produzir até 50 mil veículos/ano, deve montar neste ano 12 mil unidades. As primeiras cinco unidades do Accelo, modelo 1016C, produzidas na nova planta de Juiz de Fora foram entregues nessa semana à FL Logística. Cerca de cem outras unidades de caminhões Accelo já estão sendo entregues pelos concessionários Mercedes-Benz aos clientes finais da marca.

Atualmente, toda a produção dos caminhões Accelo da Mercedes-Benz do Brasil está concentrada na planta de Juiz de Fora. No local, a Empresa também monta o caminhão extrapesado, Actros em sistema CKD - Completely Knocked Down.

Em 2012, o conteúdo nacional dos caminhões Actros montados no Brasil aumentará de forma gradativa. A Empresa prevê concluir esse processo de nacionalização até 2014. Desde o início da produção na unidade mineira, em janeiro, o ritmo de montagem e o volume produzido têm aumentado gradativamente.

A empresa emprega cerca de 800 pessoas na planta e ofereceu treinamento nas técnicas e processos para a fabricação de caminhões, e especificamente, sobre como montar os caminhões Actros.

Cerca de 450 colaboradores participaram de uma temporada de capacitações in loco em São Bernardo do Campo - na maior fábrica de veículos comerciais da América Latina - e outros 45 profissionais foram treinados em Wörth, na Alemanha - unidade do Grupo Daimler, onde são fabricados os caminhões Actros exportados para diversos países.

Estimativa - Vendas. A montadora estima que o país tenha uma demanda 15% menor neste ano de veículos acima de seis toneladas. A estimativa é de venda de 145 mil unidades em 2012, ante os 165 mil em 2011.

Flash - Férias. A Mercedes afirma que ainda dispõe de algumas alternativas para adequar o ritmo da produção com o atual nível de mercado. Na próxima semana, a montadora inicia um período de dez dias de férias coletivas.

Negociação - Empresa quer banco de horas maior. A Mercedes-Benz negocia com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo uma nova fórmula para o banco de horas. A montadora quer ter mais flexibilidade para ajustar a mão de obra ao ritmo da produção. Hoje, a empresa tem negociado com os trabalhadores 120 horas, o suficiente para 15 dias de produção. "No ano passado fomos obrigados a fazer uma sobrejornada por 25 dias e só temos 15. O que precisamos é uma flexibilização maior, tanto para períodos de grande demanda, quanto para os de baixa nas vendas", disse o vice-presidente de operações, Ronald Linsmayer.

Fonte: O Tempo - MG