Os frigoríficos decidiram abrir fogo contra as exportações de bovinos vivos e pedem ao Ministério do Desenvolvimento a taxação dos embarques em 30%.
Segundo exportadores, a alíquota inviabilizaria totalmente as exportações de bovinos vivos, que somaram US$ 440 milhões em 2011.
Protocolada anteontem, a petição é assinada pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Uniec (União Nacional da Indústria de Carne) e Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos). No documento, elas afirmam que a exportação de gado em pé é um "retrocesso", pois "faz com que o país deixe de gerar renda, arrecadar tributos e criar empregos".
Também apontam o aumento das exportações de bovinos vivos como uma das razões para a limitação da oferta de boi para o abate nos últimos anos, elevando a capacidade ociosa das indústrias.
O Brasil exportou, no ano passado, 402 mil bovinos vivos, o equivalente a 1% do abate total no país. "Como uma atividade que representa 1% do abate pode prejudicar tanto o setor?", diz Alexandre Carvalho, diretor da Abeg (Associação dos Exportadores de Gado).
Alex Lopes da Silva, analista da Scot Consultoria, diz que a escassez de animais, verificada a partir de 2007, foi motivada pelo intenso abate de matrizes em anos anteriores e não tem relação com a exportação de gado em pé.
"A atividade agrega valor ao pecuarista, que recebe um prêmio para vender o gado para exportação em relação ao valor pago pelos frigoríficos", afirma Silva.
A polêmica está concentrada no Pará, responsável por 95% dessas exportações. No Estado, o gado que é exportado em pé representa de 15% a 20% do abate, segundo Gastão Carvalho Filho, diretor da Boi Branco, uma das principais exportadoras do país. "Com a exportação de boi vivo, apareceu um competidor para a indústria frigorífica, que encontra barreiras para reduzir o preço", diz.
Fonte: Folha de S. Paulo
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Brasil quer cota flexível para importar do México
| DE BRASÍLIA - Está na mesa de negociação entre Brasil e México a possibilidade de adotar um regime flexível para controlar a entrada de veículos mexicanos: o que for importado além de determinada cota não se beneficiaria do acordo automotivo de 2002 e pagaria imposto normalmente. Após deficit comercial de quase US$ 2 bilhões em veículos com o México em 2011, o Brasil exigiu uma renegociação da parceria, sob pena de rompê-la. Em caso de rompimento, o acordo ainda vigoraria por mais 14 meses. "Essa rodada de negociações é decisiva. O rumo, seja de 'denúncia' [rompimento] ou solução, é previsto para esse encontro", disse o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes. As reuniões serão retomadas hoje. Para que os veículos do México continuem sem pagar Imposto de Importação, o Brasil quer incluir no acordo caminhões e ônibus, o que tornaria a balança entre os países mais equilibrada. Participaram dos encontros os ministros Fernando Pimentel e Antonio Patriota e a chanceler do México, Patricia Espinosa. Fonte: Folha de S. Paulo |
Manufaturados brasileiros perdem participação em países da América Latina
Os manufaturados têm perdido participação de forma generalizada na exportação brasileira. A redução da fatia dos manufaturados acontece não só nas vendas aos Estados Unidos, como também para países da América Latina, considerados destinos com potencial de crescimento para a venda de industrializados brasileiros.
A Argentina, terceiro maior país de destino da exportação total brasileira, é um exemplo. Em 2007, os manufaturados representavam 93% das vendas de produtos brasileiros para o país vizinho. No ano passado, a fatia caiu para 89,9%.
O Chile e a Venezuela - que, ao lado da Argentina, compõem o grupo dos três principais mercados sul-americanos para o Brasil - seguem a mesma tendência. Em 2007, 64% da exportação brasileira para os chilenos era de manufaturados. No ano passado, a participação diminuiu para 52,7%. Para a Venezuela, a fatia caiu, no mesmo período, de 82,9% para 55,1%. Os dados são da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
José Augusto de Castro, presidente em exercício da AEB, diz que, tradicionalmente, os países da América do Sul, além do México, mantêm participação maior de manufaturados nas compras de produtos brasileiros. A localização geográfica, diz, afeta os custos logísticos e contribui para maior competitividade do manufaturado brasileiro quando o destino está a distância relativamente curta. O problema é que, mesmo nesses destinos, os produtos mais industrializados acabaram perdendo espaço na pauta brasileira.
"Isso é resultado da estratégia de países como a China, que estão entrando de forma mais agressiva em mercados em crescimento", diz Castro. Para ele, uma solução a prazo mais curto seria oferecer a setores com potencial de exportação linhas de crédito específicas para vender a países da América Latina.
O desempenho das vendas de manufaturados aos países da América do Sul acompanhou o recuo dessa classe de produtos na exportação total do país, lembra Castro. Em 2007, os manufaturados representavam 52,25% das vendas externas. Em 2011, a fatia era de apenas 36,05%, de acordo com a classificação de manufaturados do Ministério do Desenvolvimento.
Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, diz que a menor representatividade dos manufaturados também em mercados próximos ao Brasil reflete a perda de competitividade dos produtos de maior valor agregado produzidos no país por conta da pressão de custos internos de produção crescentes, como mão de obra e matéria-prima e serviços. Ao mesmo tempo, um patamar de real valorizado em relação ao dólar tira a rentabilidade das exportações e impede que as empresa repasse a pressão de custos para os preços de exportação.
A crise financeira, avalia Silveira, ainda agravou o quadro, porque ajudou a criar um excedente de produtos no mercado internacional, o que aumentou a concorrência, principalmente dos asiáticos, com o produto brasileiro.
"Esse quadro tende a se acirrar mais em 2012 em razão da crise europeia", diz o economista. "E o câmbio deve continuar desfavorável à exportação. Ninguém pode cogitar trabalhar com o dólar a R$ 1,90 ao fim do ano, porque uma desvalorização muito grande do real traria alto risco de inflação."
A expectativa, segundo Silveira, é que haja o fortalecimento da economia doméstica no decorrer do segundo semestre e, a partir daí, a indústria volte a crescer mais, ganhando escala e competitividade. "O que precisa ser feito é uma discussão ampla, com planejamento estratégico que permita elevar a produção industrial e as exportações para cada um dos países."
Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), acredita que, no caso da Argentina, podem ter pesado também as barreiras criadas nos últimos anos, como a demora para a liberação das licenças de importação. Isso, diz ele, afetou as exportações de manufaturados brasileiros.
Para Branco, a perda de competitividade do manufaturado brasileiro tem um exemplo contundente nos EUA, parceiro tradicional no comércio de industrializados. Ele lembra que, enquanto os manufaturados perderam espaço na exportação aos americanos, os básicos avançaram.
Segundo os dados da AEB, os básicos representavam em 2007 19,4% das vendas do Brasil aos EUA. No ano passado, essa fatia subiu para 33,8%. Branco diz que, dentro dos básicos, o petróleo teve avanço importante. "Essa perda de fatia dos manufaturados aconteceu por uma concorrência maior dentro do mercado americano. A crise agravou a situação."
Fonte: Valor Econômico
A Argentina, terceiro maior país de destino da exportação total brasileira, é um exemplo. Em 2007, os manufaturados representavam 93% das vendas de produtos brasileiros para o país vizinho. No ano passado, a fatia caiu para 89,9%.
O Chile e a Venezuela - que, ao lado da Argentina, compõem o grupo dos três principais mercados sul-americanos para o Brasil - seguem a mesma tendência. Em 2007, 64% da exportação brasileira para os chilenos era de manufaturados. No ano passado, a participação diminuiu para 52,7%. Para a Venezuela, a fatia caiu, no mesmo período, de 82,9% para 55,1%. Os dados são da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
José Augusto de Castro, presidente em exercício da AEB, diz que, tradicionalmente, os países da América do Sul, além do México, mantêm participação maior de manufaturados nas compras de produtos brasileiros. A localização geográfica, diz, afeta os custos logísticos e contribui para maior competitividade do manufaturado brasileiro quando o destino está a distância relativamente curta. O problema é que, mesmo nesses destinos, os produtos mais industrializados acabaram perdendo espaço na pauta brasileira.
"Isso é resultado da estratégia de países como a China, que estão entrando de forma mais agressiva em mercados em crescimento", diz Castro. Para ele, uma solução a prazo mais curto seria oferecer a setores com potencial de exportação linhas de crédito específicas para vender a países da América Latina.
O desempenho das vendas de manufaturados aos países da América do Sul acompanhou o recuo dessa classe de produtos na exportação total do país, lembra Castro. Em 2007, os manufaturados representavam 52,25% das vendas externas. Em 2011, a fatia era de apenas 36,05%, de acordo com a classificação de manufaturados do Ministério do Desenvolvimento.
Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, diz que a menor representatividade dos manufaturados também em mercados próximos ao Brasil reflete a perda de competitividade dos produtos de maior valor agregado produzidos no país por conta da pressão de custos internos de produção crescentes, como mão de obra e matéria-prima e serviços. Ao mesmo tempo, um patamar de real valorizado em relação ao dólar tira a rentabilidade das exportações e impede que as empresa repasse a pressão de custos para os preços de exportação.
A crise financeira, avalia Silveira, ainda agravou o quadro, porque ajudou a criar um excedente de produtos no mercado internacional, o que aumentou a concorrência, principalmente dos asiáticos, com o produto brasileiro.
"Esse quadro tende a se acirrar mais em 2012 em razão da crise europeia", diz o economista. "E o câmbio deve continuar desfavorável à exportação. Ninguém pode cogitar trabalhar com o dólar a R$ 1,90 ao fim do ano, porque uma desvalorização muito grande do real traria alto risco de inflação."
A expectativa, segundo Silveira, é que haja o fortalecimento da economia doméstica no decorrer do segundo semestre e, a partir daí, a indústria volte a crescer mais, ganhando escala e competitividade. "O que precisa ser feito é uma discussão ampla, com planejamento estratégico que permita elevar a produção industrial e as exportações para cada um dos países."
Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), acredita que, no caso da Argentina, podem ter pesado também as barreiras criadas nos últimos anos, como a demora para a liberação das licenças de importação. Isso, diz ele, afetou as exportações de manufaturados brasileiros.
Para Branco, a perda de competitividade do manufaturado brasileiro tem um exemplo contundente nos EUA, parceiro tradicional no comércio de industrializados. Ele lembra que, enquanto os manufaturados perderam espaço na exportação aos americanos, os básicos avançaram.
Segundo os dados da AEB, os básicos representavam em 2007 19,4% das vendas do Brasil aos EUA. No ano passado, essa fatia subiu para 33,8%. Branco diz que, dentro dos básicos, o petróleo teve avanço importante. "Essa perda de fatia dos manufaturados aconteceu por uma concorrência maior dentro do mercado americano. A crise agravou a situação."
Fonte: Valor Econômico
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Governo argentino anuncia novas regras para importação de produtos
Desde a década de 80 que a Argentina não anunciava regras tão rígidas para a importação de produtos do exterior. Segundo matéria publicada ontem (11), no jornal Clarín, nenhuma companhia poderá importar sem autorização prévia de vários órgãos estatais. Com a resolução, as empresas temem que suas linhas de produção sejam afetadas. As novas regras entram em vigência a partir do dia 1º de fevereiro de 2012.
Para mais detalhes, leia a matéria na íntegra abaixo.
El Gobierno sumó más trabas a los productos importados
A través de una disposición de la AFIP, cualquier pedido de compra al exterior requerirá llenar una declaración jurada y esperar su aprobación antes de ser encargado al extranjero. Las empresas sostienen que afecta las líneas de producción.
Por Martín Bidegaray
Fonte da imagem: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/cmn-autoriza-intermediario-em-exportacao-pela-internet
A través de una disposición de la AFIP, el Gobierno llevó el control de las importaciones un nivel inusitado desde los 80. A partir del 1° de febrero, ninguna compañía podrá importar ni un alfiler extranjero sin la autorización previa de varios organismos estatales .
Anoche, la mayoría de los importadores y despachantes de Aduana tenían más dudas que certezas sobre la nueva resolución oficial. Pero la lectura que hicieron los especialistas es que no podrán traer nada extranjero sin la aprobación de la secretaría de Comercio Exterior , encabezada por Beatriz Paglieri, o la de Comercio Interior, al mando de Guillermo Moreno.
Esta resolución cambia el circuito en el que venían funcionando las importaciones hasta ahora. Para que una empresa pueda planear su producción, primero necesita conocer cuando tendrá sus insumos. Y para eso, requerirá la aprobación de su declaración jurada. Para llegar a esta instancia, necesitan la luz verde de los organismos intervinientes (que ayer no fueron detallados) y luego una comunicación de la AFIP llamada MOA (Mis Operaciones Aduaneras, un servicio Web de AFIP muy usado en comercio exterior).
“Así como está, esto es como aplicarle licencias no automáticas ” (hay que pedir permiso antes de comprar) a todas las importaciones”, explicaron a Clarín desde varios sectores (indumentaria, calzado, petróleo, automotriz, electrodomésticos, bodegas) donde pidieron no ser identificados por temor a generar enojo entre funcionarios, pero existía preocupación al respecto . “La resolución es vaga, le faltan definiciones específicas, pero tiene el potencial de frenar todas las importaciones”, analizaban.
La resolución de AFIP detalla que los organismos estatales se pueden inscribir en estos controles “en función de su competencia en la materia considerando la naturaleza de la mercadería a importar u otras condiciones establecidas por los mismos o por la AFIP”. Así, la secretaría de Comercio podría revisar lo que se le ocurra (desde juguetes hasta autopartes), para cuidar el superávit comercial.
Además de que todo podrá ser revisado, hay dudas sobre los tiempos y ejecutores de esta medida .“La norma no dice nada sobre cuáles serán los organismos competentes para informar la aprobación o negación de una importación”, explicó Martín Clément, gerente general de una firma dedicada al comercio exterior. “Sólo dice que el Sistema María (de Aduana) exigirá el número de las declaraciones juradas anticipadas y verificará que esas declaraciones se encuentren validadas por todos aquellos a los que les corresponda intervenir”, agrega.
Varias empresas prefirieron no hacer comentarios hasta que se conozcan más detalles del sistema . Entre los fabricantes, había algunos atónitos –”no entiendo que están haciendo”–, otros que estaban más alarmados -”se complica todo el proceso productivo”- y hasta algunos que relativizaron el asunto . “Todo depende de cómo lo apliquen. Puede ser un trámite más o un dolor de cabeza”, dijeron.
La AFIP habilitará un micrositio dentro de su página para estas importaciones. En los 80, durante el gobierno de Raúl Alfonsín, rigió la “Declaración Jurada de Necesidad de Importación”. Bernardo Grinspun, por entonces ministro de Economía, la publicó hace 27 años, el 8 de enero de 1985.
La rama industrial de CAME le solicitó a Paglieri que se autorice la “importación de insumos, partes, piezas y materias primas en tiempo y forma a efectos de no interrumpir los procesos productivos que utilizan dichos elementos y que no son producidos localmente”. Tampoco hubo explicaciones adicionales por parte de la AFIP.
Fonte: Clarín.com.ar
Para mais detalhes, leia a matéria na íntegra abaixo.
El Gobierno sumó más trabas a los productos importados
A través de una disposición de la AFIP, cualquier pedido de compra al exterior requerirá llenar una declaración jurada y esperar su aprobación antes de ser encargado al extranjero. Las empresas sostienen que afecta las líneas de producción.
Por Martín Bidegaray
Fonte da imagem: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/cmn-autoriza-intermediario-em-exportacao-pela-internet
A través de una disposición de la AFIP, el Gobierno llevó el control de las importaciones un nivel inusitado desde los 80. A partir del 1° de febrero, ninguna compañía podrá importar ni un alfiler extranjero sin la autorización previa de varios organismos estatales .
Anoche, la mayoría de los importadores y despachantes de Aduana tenían más dudas que certezas sobre la nueva resolución oficial. Pero la lectura que hicieron los especialistas es que no podrán traer nada extranjero sin la aprobación de la secretaría de Comercio Exterior , encabezada por Beatriz Paglieri, o la de Comercio Interior, al mando de Guillermo Moreno.
Esta resolución cambia el circuito en el que venían funcionando las importaciones hasta ahora. Para que una empresa pueda planear su producción, primero necesita conocer cuando tendrá sus insumos. Y para eso, requerirá la aprobación de su declaración jurada. Para llegar a esta instancia, necesitan la luz verde de los organismos intervinientes (que ayer no fueron detallados) y luego una comunicación de la AFIP llamada MOA (Mis Operaciones Aduaneras, un servicio Web de AFIP muy usado en comercio exterior).
“Así como está, esto es como aplicarle licencias no automáticas ” (hay que pedir permiso antes de comprar) a todas las importaciones”, explicaron a Clarín desde varios sectores (indumentaria, calzado, petróleo, automotriz, electrodomésticos, bodegas) donde pidieron no ser identificados por temor a generar enojo entre funcionarios, pero existía preocupación al respecto . “La resolución es vaga, le faltan definiciones específicas, pero tiene el potencial de frenar todas las importaciones”, analizaban.
La resolución de AFIP detalla que los organismos estatales se pueden inscribir en estos controles “en función de su competencia en la materia considerando la naturaleza de la mercadería a importar u otras condiciones establecidas por los mismos o por la AFIP”. Así, la secretaría de Comercio podría revisar lo que se le ocurra (desde juguetes hasta autopartes), para cuidar el superávit comercial.
Además de que todo podrá ser revisado, hay dudas sobre los tiempos y ejecutores de esta medida .“La norma no dice nada sobre cuáles serán los organismos competentes para informar la aprobación o negación de una importación”, explicó Martín Clément, gerente general de una firma dedicada al comercio exterior. “Sólo dice que el Sistema María (de Aduana) exigirá el número de las declaraciones juradas anticipadas y verificará que esas declaraciones se encuentren validadas por todos aquellos a los que les corresponda intervenir”, agrega.
Varias empresas prefirieron no hacer comentarios hasta que se conozcan más detalles del sistema . Entre los fabricantes, había algunos atónitos –”no entiendo que están haciendo”–, otros que estaban más alarmados -”se complica todo el proceso productivo”- y hasta algunos que relativizaron el asunto . “Todo depende de cómo lo apliquen. Puede ser un trámite más o un dolor de cabeza”, dijeron.
La AFIP habilitará un micrositio dentro de su página para estas importaciones. En los 80, durante el gobierno de Raúl Alfonsín, rigió la “Declaración Jurada de Necesidad de Importación”. Bernardo Grinspun, por entonces ministro de Economía, la publicó hace 27 años, el 8 de enero de 1985.
La rama industrial de CAME le solicitó a Paglieri que se autorice la “importación de insumos, partes, piezas y materias primas en tiempo y forma a efectos de no interrumpir los procesos productivos que utilizan dichos elementos y que no son producidos localmente”. Tampoco hubo explicaciones adicionales por parte de la AFIP.
Fonte: Clarín.com.ar
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Porto do Rio Grande bate recorde em movimentação de cargas
Na movimentação por segmento de carga, o maior percentual é o de granel sólido com 18.411.360 toneladas. Em relação à carga geral e ao segmento granel líquido foram movimentadas 6.557.388 toneladas e 3.425.734 toneladas, respectivamente.
A soja em grão foi a mercadoria com o maior número movimentado (5.787.725 toneladas), com variação de 24,85% em relação ao mesmo período no ano de 2010. Os principais commodities exportados no período, além da soja em grão, foram o trigo, o arroz e o cavaco de madeira.
Porém, a mercadoria que apresentou o maior percentual de crescimento foi o arroz, com variação de 275,79% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos das exportações estão China, Espanha, Holanda, Japão e Algéria.
"Com a performance positiva da economia gaúcha e brasileira, o Porto do Rio Grande espera fechar o balanço do ano de 2011 com uma movimentação de 30,5 milhões de toneladas", avaliou o superintendente do porto, Dirceu Lopes.
Importação- Somando 5.904.853 de toneladas, a importação representou 20,80% da movimentação do porto gaúcho no período de janeiro a novembro de 2011. Entre as principais mercadorias importadas estão a ureia, o cloreto de potássio granulado, o fosfato cálcio natural, o ácido sulfúrico e o fosfato monoamônico granulado. Os principais países de origem das importações são Marrocos, Argentina, Lituânia, China e Estados Unidos.
Fonte: A Tribuna
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Portos paranaenses superam recorde anual de movimentação
Os portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, movimentaram mais de 38 milhões de toneladas de cargas de janeiro a novembro. De acordo com balanço divulgado pela Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), este volume já supera o recorde histórico de todo o ano de 2007.
Destaques- Os portos paranaenses também cravaram recordes de movimentação de alguns produtos. Caso da soja, cujas exportações chegaram a 6,7 milhões de toneladas em 2011, com volume 13% superior ao recorde anterior de todo o ano de 2003.
As exportações de açúcar superaram o recorde de 2010 em 4%, atingindo cerca de 4 milhões de toneladas em novembro. Outros recordes registrados pela Appa foram nas importações de fertilizantes, com 8,5 milhões de toneladas este ano, superando a marca histórica de 2007; e na movimentação de veículos, com 207 mil veículos movimentados até o mês passado e crescimento de 14% em relação ao volume histórico do ano passado.
Segundo a Appa, a receita cambial gerada pelas exportações de mercadorias também já atingiu recorde histórico: cerca de US$ 16 bilhões até novembro, valor 14% superior à marca histórica de 2008. De acordo com a administração portuária, a expectativa é que em 2011 os portos movimentem 41 milhões de toneladas de produtos.
Antonina- Somente o Porto de Antonina movimentou 1,3 milhão de toneladas até novembro, superando o recorde de 2004 em 25% e com um expressivo crescimento de 400% sobre 2010. “Estamos recuperando a movimentação de mercadorias em Antonina, usando o Porto como suporte ao de Paranaguá e trabalhando em diversos projetos para aumentar ainda mais a produtividade dos terminais lá instalados. A cidade já está sentindo os reflexos disso com a recuperação de empregos e movimentação da economia”, destaca Airton Vidal Maron, superintendente da Appa.
As exportações de açúcar superaram o recorde de 2010 em 4%, atingindo cerca de 4 milhões de toneladas em novembro. Outros recordes registrados pela Appa foram nas importações de fertilizantes, com 8,5 milhões de toneladas este ano, superando a marca histórica de 2007; e na movimentação de veículos, com 207 mil veículos movimentados até o mês passado e crescimento de 14% em relação ao volume histórico do ano passado.
Segundo a Appa, a receita cambial gerada pelas exportações de mercadorias também já atingiu recorde histórico: cerca de US$ 16 bilhões até novembro, valor 14% superior à marca histórica de 2008. De acordo com a administração portuária, a expectativa é que em 2011 os portos movimentem 41 milhões de toneladas de produtos.
Antonina- Somente o Porto de Antonina movimentou 1,3 milhão de toneladas até novembro, superando o recorde de 2004 em 25% e com um expressivo crescimento de 400% sobre 2010. “Estamos recuperando a movimentação de mercadorias em Antonina, usando o Porto como suporte ao de Paranaguá e trabalhando em diversos projetos para aumentar ainda mais a produtividade dos terminais lá instalados. A cidade já está sentindo os reflexos disso com a recuperação de empregos e movimentação da economia”, destaca Airton Vidal Maron, superintendente da Appa.
Fonte: Canal do Transporte
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Centros de distribuição organizam a logística e ajudam a cortar custos
| A fim de agilizar a produção e reduzir custos, as empresas de refeições coletivas têm apostado nos centros de distribuição, ou CDs. A Sodexo/Puras, uma das maiores no Brasil, tem 10 centros espalhados pelo país. O ganho em logística, com a entrega centralizada, é grande. Como atende regiões mais remotas, a logística para entrega da matéria-prima pode ser caríssima, afirma o diretor de marketing e comunicação José Antonio Martimiano. "Nosso grande diferencial é a CPDA - Central de Produção e Distribuição de Alimentos", diz Carlos Humberto de Souza, diretor-superintendente da paranaense Risotolândia. A CPDA é responsável pela logística de abastecimento dos restaurantes e responde por todos os setores relacionados a serviços e gestão de alimentos, desde a aquisição e preparo até a entrega. Além de centralizar as compras, a central produz as massas, pães e sobremesas e faz o pré-preparo de frutas, verduras e legumes. "Nossos investimentos são contínuos. Temos, em nosso orçamento, um percentual determinado ao longo dos anos para as melhorias de processos, compra de novos equipamentos e investimento em nossa área de logística", informa Souza. A Gastroservice também adquiriu um CD. Além disso, montou um box no Ceasa, comprando matéria-prima direto dos produtores. "Acabamos com os intermediários e reduzimos preços", afirma o proprietário Marcelo Basto Lima. A Cucinare, de São Paulo, conta igualmente com uma central de compras e distribuição. A Sodexo, sempre que possível, reformula os restaurantes onde trabalha. "Hoje, praticamente todos os projetos estão otimizados", diz Martimiano. Para dimensionar o espaço e fazer os projetos, a empresa conta com uma equipe de 14 arquitetos próprios. Os investimentos podem abarcar o salão e a cozinha, dependendo do tempo de contrato acertados. Fornos combinados, que unem tanto o convencional quanto o de microondas, são alguns dos equipamentos nos quais a Sodexo investe. Ele evita a perda de líquido do alimentos e é mais rápido, mas por seu alto custo, cerca de R$ 50 mil, praticamente só é adquirido por grandes unidades, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), Antônio Guimarães.. Além dos fornos, a Sodexo adota, quando possível, cook chill, que resfria alimentos pré-preparados para serem consumidos mais adiante. O seu uso, no entanto, ainda é parcial no Brasil, já que o paladar local exige alimentos preparados na hora. Não adianta tentar servir um feijão feito de véspera, já que é bastante complexo regenerá-lo, acertar o ponto do caldo, que fica mais seco, mais líquido ou mais espesso do que os clientes estão acostumados. "É um alimento muito característico, um item básico para não acertar" afirma Martimiano. "Se o arroz e o feijão estão bons, o cliente releva o resto." A Risotolândia investe na estrutura física de seus restaurantes. "Temos transformado antigos refeitórios em restaurantes e até em praças de alimentação, implantando serviços exclusivos, com padrão visual próprio", diz Souza.
Fonte: Valor Econômico
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